Segunda, 06 Set 2010
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Por que celebramos? print E-mail

Celebramos para tornar célebre, pessoas e ações. Para dar graças nos 25 anos de amor e serviço à juventude. Porque juntos/as com elas e eles aplacamos nossas inquietudes.

Celebramos porque num jubileu perdoa-se mais, ama mais, reza-se mais, festeja-se e canta-se mais.

Celebramos 25 anos para conhecer mais a nossa história e a nós mesmos, na busca cíclica e atemporal do primeiro Amor. Porque a vida é dom.

Celebramos porque é Natal. É festa. Porque cremos no mistério do menino Deus, sempre terno e eterno na compaixão, que sempre nasce e ressuscita em toda pessoa.

Celebramos para agradecer a cumplicidade política e companheira de funcionários/as, colaboradores/as, de grupos e parcerias com quem formamos redes, multiplicamos saberes.

Celebramos para refletir e levantar questões, para julgar, propor, criar o novo, para inventar significados, para desenvolver o olhar subjetivo, para provocar e subverter.

Celebramos para causar estranhamento e questionar as coisas estabelecidas e prontas. Para contradizer, para divergir.

Celebramos porque nos movemos em terrenos de contradições e incoerências, para enfurecer os opressores e rezar com todas as Marias que nosso “Deus derruba os poderosos de seus tronos e ergue os humilhados”.

Celebramos para desmistificar e quebrar preconceitos. Para romper limites e acolher todas as pessoas, para estar perto dos/as que se vestem de esperança e passeiam nas praças do diálogo.

Celebramos para comunicar e estabelecer pontes. Para atravessar mares e fronteiras. Voar ao encontro “dos/as que morrem defendendo a vida”. Para dar voz aos silenciados/as e pintar borboletas azuis nas faces dos/as silenciosos/as. Para romper incomunicabilidades.

Celebramos porque amamos a vida. Presentes nos sonhos e nas dores dos que sofrem, acariciando com lenços de cores solidárias as feridas e abrindo fendas por onde sopram beleza e poesia.

Celebramos a memória de tanta gente que partiu e deixou saudade. Nossas ancestralidades. Tantos rostos e olhares possuídos pelo tempo, pelo frescor do vento, pelo sabor da vida presente e de delicados gestos de cuidado.

Celebramos nossos corpos para ouvir nossas próprias vozes, quebrar barreiras, viajar outros mundos e saberes, para reconhecer nossos limites e rir dos fantasmas que assolam nossos pesadelos.

Celebramos para ouvir vozes matinais de crianças. Heitor, Julia Gabriela, Arthur, Dudu, Maria Luiza e João Lucas... Porque elas enchem a CAJU com outros gritos, com risos alegres e vozes inocentes.

Celebramos Eucaristia porque sonhamos um mundo sacramento, onde o poder é partilhado e a assembléia é coro acariciante. Eis a razão porque partimos e repartimos o pão alimento e palavra. O pão dos beijos, das carícias e da ternura fraterna.

Rezende Bruno de Avelar
Coordenador Geral da Casa da Juventude Pe. Burnier

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