“A Vale é nossa porque ela se identifica com a soberania nacional. Ela não pode ser privatizada, não pode ser vendida e nem negociada”. Dom Demétrio Valentini, Bispo de Jales e da Comissão Episcopal Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz – CNBB
A história
O Brasil é uma das maiores potências do planeta. A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) é a maior produtora de minério de ferro do mundo, com jazidas suficientes para 400 anos. Em 1995, a Vale possuía 13 bilhões de toneladas de reservas de minério de ferro, embora tivessem sido declaradas na época da venda, 3 bilhões. Possui ainda duas ferrovias, nove portos, empresas de alumínio, papel e celulose espalhados em 140 cidades, 10 estados e 11 países. Líder na produção de ouro na América Latina, a Vale possuía antes de sua privatização, 15 mil funcionários e um faturamento de 6 bilhões de reais por ano.
Um leilão imoral
Apesar das inúmeras ações e processos questionando a venda da Vale e das muitas mobilizações sociais por todo o país, em 1997, o então presidente Fernando Henrique Cardoso realiza o mais fraudulento leilão de privatização da história recente do Brasil. A Vale, com um patrimônio estimado em 92 bilhões de reais, foi entregue ao capital estrangeiro por apenas 3,3 bilhões de reais. O edital do leilão nasceu da avaliação feita por um consórcio de empresas do qual participava o banco Bradesco. A Lei de Licitações proíbe que a empresa que participou da avaliação participe também da arrematação da empresa. Mas foi exatamente o que aconteceu. O Brasdesco avaliou a Vale e hoje é um dos principais acionistas privado da empresa.
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