A relação da juventude com a mídia é muito forte, já que esta apresenta padrões de comportamento, de estética e de consumo que influenciam diretamente na vida dos/as jovens.
Ao determinar estes padrões, poucas vezes a mídia trata de assuntos com maior profundidade. Não são observadas fontes mais seguras ou apresentadas várias posturas sobre um mesmo tema, fazendo com que as análises sejam superficiais.
Por isto devemos pensar alternativas para estudar os caminhos da mídia e da manipulação. Algumas entidades sociais já realizam este trabalho, fazendo uma análise crítica com os/as jovens sobre a influência da mídia em padrões e comportamentos.
Quando se fala de desigualdades, o jovem, principalmente de classe baixa, é estigmatizado pela mídia como violento, alienado, dentre outras atribuições.
Para retirar estes estereótipos determinados pela mídia, a solução seria mostrar a juventude como protagonista. Para mostrar uma face dos/as jovens mais empoderados e menos estereotipados, poderiam ser realizadas matérias concretas para propor a aproximação da mídia com os movimentos sociais, que falam da juventude e convivem de forma mais próxima com sua realidade.
Outro problema é que existe uma falta de especialização dos jornalistas sobre assuntos específicos, fazendo com que as matérias e abordagens ocorram, na maioria das vezes, de forma superficial. E isto também ocorre quando o assunto é juventude.
Precisamos qualificar a mídia sobre o perfil e a realidade dos/as adolescentes. Para isso, seria interessante ampliar as oportunidades de formação dos jornalistas para que tenham mais conhecimento, subsídios e ferramentas para tratar os temas sociais de forma contextualizada, diversificando suas fontes e(...) |